Pressão estética, gordofobia e baixa autoestima na adolescência: 11 regrinhas para aprender a lidar

Quando chegamos na adolescência a cobrança em relação aos nossos corpos se torna um pouquinho mais agressiva. Nossos medos e inseguranças parecem fazer todo sentido quando olhamos no espelho e não vemos aquela perfeição toda das itgirls no Instagram.

Parece que todas as vloggers estão usando a blusinha apertada que marca a barriga e você, SÓ VOCÊ não pode usar porque tem a impressão que mundo todo tá notando aqueles quilinhos a mais do verão, né?

É comum que com a chegada da adolescência e vida adulta, nós tenhamos contato com certos tipos de pressões e preconceitos que nos convencem ainda mais de que não somos boas o suficiente.

Com 17 anos eu tive meu primeiro contato com a GORDOFOBIA.

A gordofobia, de maneira resumida, é a dificuldade da sociedade em aceitar e receber pessoas gordas em círculos sociais, relacionamentos, profissões e até mesmo na área da saúde. Quando você tem medo de sentar em alguma cadeira duvidosa, quando você é privada de participar de atividades por conta do seu peso, quando você sofre preconceito e bullying por esses motivos, você sofre gordofobia.  É importante entendermos que gordofobia, sofrida por pessoas gordas, é diferente da pressão estética, o mal que mais atinge jovens no mundo todo. A pressão estética, diferentemente da gordofobia, não atinge somente meninas gordas, mas meninas magras que de alguma forma não se sentem bem com seus próprios corpos e aparência, que não atendem um padrão de beleza previamente estabelecido. A pressão estética vai além do peso, ela se aplica ao seu cabelo, a pele, as formas, curvas e retas do seu corpo. É um fenômeno grave que faz com que mulheres queiram desde muito novas realizarem mudanças drásticas em sua aparência. Na gordofobia lidamos com problemas de acessibilidade, patologização dos nossos corpos e preconceito relacionado a nossa capacidade profissional e psicológica. Já a pressão estética é sobre como somos forçadas a nos encaixarmos, nos moldarmos, a sermos sempre perfeitas, buscando uma beleza inalcançável desde muito novinhas, como se não fôssemos lindas do jeitinho que somos.

A internet tem tido um papel fundamental pra que meninas e mulheres do mundo todo entendam que não estão sozinhas e que não precisam mais baixar a cabeça para pequenas/grandes opressões que vivemos no dia-a-dia. É compartilhando histórias e experiências como essas aqui que nos fortalecemos pra combater a gordofobia e a pressão estética JUNTAS!

Eu lembro bem de quantas vezes recusei ir aos passeios da turma quando eram em parques aquáticos. Eu realmente achava que iriam rir de mim por não ser magra como as outras meninas. É a verdade é que hoje eu olho pra trás e vejo quanta diversão eu perdi achando que eu não era boa o bastante pra aquilo. A gente cresce e começa a perceber que várias das coisas que acreditávamos ser mega importantes ou ruins, na verdade são só mais um detalhe que não fará diferença na hora de definir quem é você de verdade no futuro. Foi construindo tijolinho por tijolinho da minha autoestima que resolvi encarar de frente todos os meus medos e ajudar meninas de todas a idades a passar por essa fase também. Afinal, parques aquáticos são super divertidos e eu não quero ver ninguém de fora dessa vez, ok?

Hoje eu  tô aqui pra ensinar como eu faço pra desencanar disso tudo e jogar a autoestima lá pro alto!

Criei um sistema de regrinhas próprias pra que pudesse sobreviver aos dias ruins sem ficar triste com a opinião dos outros sobre meu corpo, fiz uma listinha e coloquei no meu quarto.  E é claro, vou compartilhar com vocês!

Regrinhas:

#1 Nunca duvide de você!

YES

Por mais que o UNIVERSO INTEIRO pareça estar contra você, saiba que você é boa o bastante SIM! Nada nem ninguém no mundo pode tirar seu valor, saiba disso!

#2 Pare de falar coisas ruins sobre você mesma!

YES

Hey, antes de começar a ser má com você, pergunte a você mesma se falaria desse jeito com sua melhor amiga ou com a sua irmãzinha menor. Não, certo? Então pare de tratar você mesma como jamais trataria outra pessoa!

 

#3 Você é linda do jeito que é!

Imaginem comigo que chato seria se todas fôssemos iguais! A beleza das coisas esta nas diferenças delas, cada detalhe, dobrinha, manchinha faz parte de quem você é no momento e isso pode mudar ou não! Basta você entender que esse lance de padrão de beleza tá bem fora de moda, mesmo! Que tal celebrar aquilo que você acha lindo em você mesma?

#4 Lembre-se que dias ruins sempre passam!

YES

E  isso é a mais pura verdade de todas! Por mais que o dia esteja estressante, que todo mundo tenha brigado com você, que você esteja na bendita TPM e ela não esteja dando folga.. Saiba que: TUDO PASSA <3 E que vai ficar tudo bem!

#5 Tome um banho quente!

YES

Quando estamos estressadas e cheias de problemas, nosso corpo costuma ficar muito tenso. Devido a essa tensão toda, acabamos sentindo além do desconforto emocional, o  desconforto físico. A dica é BANHO QUENTE! Ele relaxa o corpo, da uma sensação de limpeza e faz com que alguns problemas pareçam ter escorrido com a água pelo ralo.

#6 Ponha sua música preferida pra tocar!

YES

 

Pode ser dando uma caminhada pela rua, ou olhando fotos de gatinhos no tumblr, sempre que nossas musicas favoritas tocam, nosso corpo reage a elas. A música pode nos trazer sensação de prazer imediato e limpar a cabeça de toda confusão que estamos!

#7 Passe aquele hidratante preferido!

YES

Nada como nosso cheirinho favorito pra melhorar o astral, né? Você pode massagear os pés, os braços e até mesmo o abdome! Sim, essa é uma dica valiosa pra quem está sofrendo com as cólicas e desconfortos menstruais. É só pegar o hidratante favorito, aquecer um pouquinho dele em um recipiente e passa-lo na região do abdomem e da pélvis em movimentos circulares no sentido horário! O quentinho do hidratante e a massagem delicinha fará com que seu corpo relaxe e as dores diminuam!

#8 Arrume sua cama!

 

Quando tudo parece uma bagunça, nada parece estar dando certo e você nem sabe por onde começar, arrumar a sua cama pode ser o ponto de partida. Isso pode ajudar você a organizar seus pensamento e focar em resolver os problemas!

#9 Mexa-se!

YES

Sabe aquela atividade física que você sempre quis fazer mas sempre se achou gorda demais, magra demais, desengonçada demais pra tentar? Aquela aula de dança, a academia, o futebol ou o vôlei…. Todos aqueles programas que você deixou de fazer por pensar que aquilo “não era pra você”. Lembre-se que: tudo o que você fizer de bom pro seu corpo, reflete na sua mente e na sua alma. Quando você rompe uma barreira e dá de presente pra você mesma uma atividade prazerosa, seu corpo entende aquilo da melhor maneira! O que acontece? A sensação de bem-estar se torna um vício! E já sabe, quando você se sente bem, você se sente linda 🙂

#10 Converse com alguém que você ame!

Pode ser sua melhor amiga, o boy, sua mãe ou irmã. Saiba que conversar com as pessoas que te amam sobre seus problemas de autoestima AJUDA MUITO. Todas as palavras de carinho sincero proferidas por essas pessoas são como abraços no coração. Desabafe, fale sobre o que te incomoda, procure maneiras de se aliviar da dor e aos poucos ela vai deixando sua vida. <3

#11 Diga coisas bonitas pra você mesma em frente ao espelho!

Calma, calma. Vou explicar. Quando estamos muito tensas com alguma coisa, temos a tendência de achar que é tudo nossa culpa, né? Aí acabamos xingando a nós mesmas constantemente, o que faz o cérebro achar que é natural nos tratarmos assim. Vamos fazer o contrário? Vá até seu quarto, pare na frente do espelho e repita palavras carinhosas!

“Você é linda” “Você vai conseguir!” “Você é boa o bastante!”

Repita isso mesmo sem acreditar que seja verdade, repita isso todos os dias. Até que você compreenda o quão maravilhoso é ser você mesma!

Feito todos os passos, é só mentalizar energias positivas, entender que nossa opinião sobre nós mesmas é a mais importante e que somos lindas da maneira que escolhermos ser! <3

 

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Leia também: 8 dicas importantes para lidar com pessoas tóxicas!


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Pessoas tóxicas: 8 dicas importantes para aprender a lidar com elas

Lidar com pessoas tóxicas é mais comum do que imaginamos.  Aposto que você nem precisa pensar muito para encontrar pessoas assim entre seus amigos, familiares ou até observar nosso próprio círculo de relacionamento e identificar algumas relações não muito saudáveis. Pessoas tóxicas existem aos montes e muitas vezes não é possível se desvencilhar completamente delas, principalmente pelo fato de que elas não vem com um anuncio na testa, né?

Quando conseguimos identificar um comportamento tóxico de pessoas a nossa volta, é preciso que estejamos devidamente preparados pra lidar com essas pessoas, mantendo nossa saúde mental e nossas outras relações a salvo. Foi pensando nisso que separei algumas dicas importantes sobre como podemos nos relacionar melhor com pessoas tóxicas ao nosso redor, olha só:

 

#1 Pessoas tóxicas não devem ter tanta importância:

pessoas tóxicasAcostume-se com a ideia de ter que lidar com uma pessoa tóxica, mas sem deixar com que ela tome uma importância maior do que a necessária na sua vida. Somos nós que determinamos até que ponto alguém pode nos atrapalhar ou afetar. Você não deve dar esse poder a uma pessoa tóxica. Certifique-se de que você tem o controle do que lhe atinge e assim possa sobreviver ao ambiente onde a pessoa estiver inserida.

#2 Não divida detalhes ou informações importantes com pessoas tóxicas:

pessoas tóxicas

Esse tipo de pessoa tem tendência a não ser confiável ou em casos extremos, ser até mesmo perigosa. Não divida segredos, planos ou até mesmo felicidades e angústia com essas pessoas. Geralmente elas irão tentar te desestimular, influenciar negativamente e até torcer contra seu objetivo ou vitória. Pra compartilhar seus assuntos íntimos escolha pessoas que você ame e que torçam por você! <3

#3 Acostume-se a não falar sobre pessoas tóxicas quando elas não estiverem por perto:

pessoas tóxicas

 

É importante entender que quanto mais falamos ou citamos alguém, mais presente sua energia estará em nossas vidas. Essa energia é poderosa e afeta tudo ao nosso redor. Nosso humor, felicidade e até mesmo nosso rendimento no trabalho, vida amorosa e pessoal, como também nossa relação com outros amigos! Não perca seu tempo falando sobre essas pessoas, nunca vale a pena!

#4 Sempre que puder, fique longe:

pessoas tóxicas

Pessoas tóxicas geralmente levantam assuntos e polêmicas desnecessárias no ambiente. São pessoas que gostam do caos pois vivem esse caos em si mesmas. Lembre-se que: Levantar assuntos desagradáveis com a finalidade de resolve-los é diferente de levanta-los com a finalidade de ferir ou machucar alguém! Quer evitar conflitos? Afaste-se. Discretamente saia do mesmo ambiente e evite permanecer onde a pessoa tóxica está falando. Discussões com pessoas tóxicas geralmente só aumentam os níveis de estresse e nos fazem perder mais tempo e energia com elas. Vá pra longe e quando puder, também lhe deseje coisas boas! Elas sempre voltam pra gente!

#5 Acostume-se: Elas estão em todas as partes! 

pessoas tóxicas

Pessoas tóxicas podem estar em todos os lugares: na sua família, na faculdade, no trabalho, entre seus amigos… Elas estarão lá e cabe a você conseguir identificá-las. Quando não é possível fugir delas, precisamos nos acostumar com sua presença, não deixando que elas nos influenciem ou prejudiquem. Não entre em conflitos desnecessários nem ache graça ou aplauda suas atitudes mesmo que no momento não seja sobre você! Pessoas tóxicas se alimentam dessa atenção e se você tem que conviver com uma, melhor que não de asas, ok?

#6 Entenda o que a pessoa tóxica lhe provoca e aprenda a lidar com isso:

pessoas tóxicas

É bem comum nos pegarmos tentando entender o motivo pra fulano ou ciclano agir daquela forma ou fazer determinada coisa. As vezes é um misto de raiva e insatisfação, sensação de injustiça, medo, ódio… São inúmeras as sensações que pessoas tóxicas podem nos causar e é super importante tentar identificar quais são e de onde vem esses sentimentos. Quando compreendemos qual a origem do que nos incomoda, é mais fácil tratar do problema, tirando esse poder da mão da pessoa tóxica.

#7 Encontre uma maneira de relaxar:

pessoas tóxicas

Logo depois de passar um período de tempo com uma pessoa tóxica é essencial que tenhamos uma rotina de relaxamento ou até mesmo meditação. Um banho quente com sais, atividades físicas, passeios ao ar livre, suas musicas favoritas. Qualquer atividade que lhe traga prazer e que retire seu foco e a carga de energia negativa da pessoa tóxica já ajuda MUITO! É incrível como relaxamento do corpo ajuda a relaxar o espírito também!

#8 Aprenda a perdoar!

pessoas tóxicas

Pessoas se tornam tóxicas pelos mais variados motivos. O principal deles é infelicidade e frustração com sua própria vida. Tenha empatia até mesmo com aqueles que não lhe fazem bem, pois são as pessoas que mais precisam dos seus pensamentos positivos. Claro, você não precisa ser nenhum herói e sacrificar sua saúde mental tentando salvar ninguém, mas somente o ato de desejar coisas boas, não crucificar ou falar mal e principalmente perdoar quando até mesmo não houve pedido de desculpas é libertador e só trará benefícios e retorno positivo pra você e pra ela! Perdoe com todo seu coração e esse peso não será mais sentido. <3

As lindas ilustrações são da Cecile Dormeau <3

Gostou do post? Confira também clicando: Beleza, autoestima e o mito de que uma coisa depende da outra.

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PRIDE QUEENS apresenta “SPOOKWEENS” a versão Drag Queen do Halloween!

Não é a primeira vez e nem será a última que as musas do Pride Queens passarão por aqui. Você quer Drag Queen, @? Então vamos lá!

Na data de ontem (31/10), se comemorou o Halloween em diversas partes do mundo e aqui no Brasil a gente adora uma festa, né? Por isso é bem comum rolar a timeline e achar todo mundo nesse clima mais assustador e macabro. Com as nossas amadas queens de Porto Alegre não foi diferente!

O Pride Queens de outubro leva o nome de “Spookweens” e conta com uma produção incrível e de muito bom gosto. A gente se pergunta mesmo COMO FAZ pra estar absolutamente assustadora e ao mesmo tempo tão glamorosa quanto nossas drag queens maravilhosas, mas elas dão um show quando o assunto é inovar e surpreender com os visuais produzidos. Eu mesma fiquei babando e claro, não poderia deixar de exaltar essa arte incrível aqui. As fotos são do Matheus Amaral e a edição fica por conta do Caetano Weismann

Foi pensando em trazer um pouco mais de magia e beleza pro seu dia que hoje o post é dedicado a elas: Ayô, Belle, Savannah, Seripha, Kai e Zelda. <3

“A Liga Fantástica de Monstros veio pra sugar sua alma! Celebrando os clássicos de terror da antiga era Hollywoodiana com um toque fabuloso! Feliz dia das Bruxas!”

Ta preparada, more?

AYÔ – THE BRIDE OF FRANKENSTEIN

AYO

 

BELLE ZETH BOO – DRACULA

BELLE

 

SAVANNAH – The Wolf Woman

SAVANNAH

 

SERIPHA – The Creature from the Black Lagoon

 

KAI – THE MUMMY

 

ZELDA – INVISIBLE WOMAN

 

EAÍ, qual dessas produções você faria? Conta pra gente aqui nos comentários!

Lembrando:

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Para seguir e acompanhar nossas Drag Queens favoritas, basta clicar no nome de cada uma em suas respectivas fotos! Quero ver todo mundo mandando muito amor pra elas, ok?

Não esqueçam de conferir o post onde eu conto um pouquinho sobre a experiência da minha primeira montação Drag com o Pride Queens clicando AQUI! Pra me acompanhar no instagram, segue lá @Glaina


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ANITTA, PABLLO VITTAR E MAISA: Como uma cantora de funk, uma drag queen e uma adolescente viraram ídolos nacionais

O cenário musical e de entretenimento brasileiro vem se diversificando e finalmente saindo da linha óbvia-padrão que permaneceu imutável por gerações. Existia uma fórmula pra fazer sucesso no Brasil, e pra ser a cara do país lá fora era necessário atender a vários requisitos que sempre excluíram o “diferente” dos holofotes. Vocês estão preparados para Anitta, Pabllo e Maisa?

A era revolucionária sobre gênero e padrões que estamos vivendo e o uso da internet como ferramenta poderosa de disseminação de conteúdo, levou o Brasil a um novo nível de mudança: nossos ídolos não atendem mais aos padrões tradicionais de classe, gênero ou idade! Com o acesso mais fácil a informação, conteúdos relevantes e instrutivos, as novas gerações estão mais livres de preconceitos, aprendendo a valorizar o diferente e entendendo essa diversidade como motivo pra celebrar e não mais pra excluir ou marginalizar.

A mudança é clara pra qualquer pessoa média e já fez as grandes mídias começarem a se adaptar a essa geração que está mais consciente, militante e ativa em suas causas. Você imaginou que 10 anos atrás uma Drag Queen estaria estrelando um comercial de maquiagem ou que uma cantora de funk abriria as Olimpíadas?

É, eu também não.

Anitta

Uma mulher jovem que cresceu no funk, teve todo seu amadurecimento até à idade adulta monitorado pelos holofotes. Antes, apenas mais uma cantora de funk no Brasil, hoje é uma das maiores personalidades do país, respeitada e já amada por muita gente aqui e lá fora.

anitta

Anitta apesar de toda a fama, é um exemplo clássico de uma menina-mulher comum, assim como eu, como você que tá lendo e como várias pessoas que conhecemos. Anitta também não nasceu desconstruída, viu? Apesar de atualmente ser um símbolo forte sobre o poder feminino e até mesmo sobre algumas vertentes feministas, é bem fácil de perceber que a cada entrevista ou declaração pública Anitta foi evoluindo seu discurso, desenvolvendo suas ideias e deixando sua essência positiva tomar lugar de convicções ultrapassadas, baseadas numa criação machista que todos, absolutamente todos nós experimentamos em algum nível em nossas vidas. Anitta cresceu, virou referencia e hoje joga muita verdade “bem na sua cara“. Você pegou a referência? 🙂

E por falar em cara, podemos falar delx?

 Pabllo Vittar

Uma Drag Queen de 22 anos que está experimentando o poder da fama faz pouco tempo, mas que já tem muito pra falar. Pabllo é uma diva Drag brasileira que canta POP e que lançou seu primeiro disco solo em janeiro desse ano. Disco esse que por sinal fez um sucesso estrondoso, fazendo suas musicas ficarem nas paradas do iTunes uma semana após o lançamento como o terceiro álbum mais baixado do site e 9 de suas 10 musicas entre as 50 mais reproduzidas no Spotify. Pabllo não veio pra brincadeira e ele deixa isso bem claro em suas declarações. Em uma das suas entrevistas mais marcantes, Pabllo declarou a Revista Trip a seguinte frase:

“Se hoje estou dando uma entrevista montada de drag, é porque muita gente morreu e sofreu preconceito para que eu ocupasse esse espaço”.

Pabllo

Pabllo virou símbolo LGBT, mas com suas musicas melódicas e com batida POP contagiante, a Drag mais famosa do Brasil já conquistou todos os públicos, inclusive, e principalmente, o público feminino. Pra quem acha que estamos forçando, Pabllo é atualmente a Drag Queen mais reproduzida no mundo no YouTube, passando até mesmo a maior celebridade Drag da história, Rupaul. São milhões e milhões de visualizações em seu clipe original e são milhões e milhões de pessoas com acesso a Pabllo, um jovem inspirador com um discurso bonito e necessário. O que podemos dizer? Ninguém tomba Pabllo Vittar!

Já que estamos falando em tombamento.. Pode entrar,

 Maisa

Quem não lembra da menininha talentosa e tagarela que apresentava programas infantis de uma maneira única? Maisa é hoje cantora, atriz e uma das maiores influencers brasileiras na internet. A menina é um fenômeno, não só por conta do seu sucesso, mas pela postura que ela adota em relação ao que a cerca. Tanto as críticas quanto os assédios que Maisa vem sofrendo, são respondidos por ela sempre de maneira esclarecida, muito bem informada e educada. É fácil se pegar lendo um texto ou uma entrevista de Maisa e esquecer que quem está falando ali é uma menina de apenas 15 anos.

maisa

Maisa virou febre por se tornar um símbolo da nova geração de meninas no Brasil, jovens mulheres que dão um verdadeiro show de conhecimento, curiosidade e interesse em assuntos relacionados a feminismo, preconceitos e relação com as diferenças. Maisa tá sempre esperta e ajuda milhões de jovens a entenderem seu valor e sua feminilidade, não forçando um amadurecimento precoce, mas lidando de maneira simples e eficaz com o machismo que sofre diariamente em sua vida normal de adolescente.

Creio não conseguir explicar a dimensão e o quão grandiosas são essas representações e como essas três personalidades estão dando um novo rumo quanto ao comportamento diante das diferenças no Brasil. As três novas caras do país representam tudo o que antes era desvalorizado: a mulher e a cultura marginalizada da periferia, a Drag Queen e o afronto ao preconceito quanto a sexualidade e gênero, e a jovem menina que representa a nova geração de mulheres provando que com informação e conhecimento quebramos tabus e derrubamos o machismo.

Com carisma, talento e muito o que dizer, Anitta, Pabllo e Maisa tem papéis fundamentais na construção da nova cara do jovem brasileiro: o que acha preconceito, homofobia e machismo formas ultrapassadas de comportamento. Elas ditam o que é “cool” e pra nossa sorte, o “novo cool” é praticar o respeito e a empatia para com o próximo e suas escolhas pessoais. Não é difícil achar tweets, posts ou até mesmo entrevistas desses três fenômenos onde eles reforçam a ideia de que uma nova geração está aí pra fazer a diferença.

É emocionante saber que essas três estrelas estão conseguindo romper a barreira de um público alvo específico e atingindo cada vez mais públicos, conseguindo levar a mensagem de amor e diversidade pra mais pessoas.

São três rainhas que usam de sua realeza em prol da arte, da cultura brasileira e do amor próprio e ao próximo.

Vieram pra ficar, agora é só aceitar.

Eu e minha casa servimos a Anitta, Pabllo e Maisa.❤

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Como aprendi assistindo Friends que está tudo bem estar perdido aos 20 e poucos

*Pra quem ainda está assistindo Friends, este texto contém vários spoilers!

Eu sempre achei que aos 25 minha vida estaria encaminhada. Achei que estaria formada no curso dos sonhos, que teria um bom emprego pra construir uma carreira sólida. Achei que estaria num relacionamento estável e que de alguma forma, aos 25 eu estaria ajudando quem me ajudou. Mãe, vó, essa é pra vocês.

Nascida em 94 e criada com o esforço de uma mãe solteira, até o ano de 2016 eu nunca havia parado pra assistir uma das séries de maior sucesso dos anos 90/2000, Friends. Quando finalmente decidi encarar a maratona, me peguei fazendo algumas análises sutis de como Friends nos mostra que tá tudo bem não estar onde você achou que estaria com a sua idade. Vou explicar.

Todos os personagens começam de baixo.

Rachel Green

Saiu da casa dos pais depois de se recusar a casar por status, com seus 20 e poucos aninhos. Acostumada a ter tudo, Rachel mostra que servir cafés para outras pessoas não tem nada de vergonhoso. Contas precisam ser pagas e mesmo odiando, Rachel encara o desafio.

Rachel

Rachel nos mostra que as vezes o emprego de bosta que a gente odeia é só temporário mesmo. Você não precisa ficar lá pra sempre. Quite seus boletos e continue na busca como Rachel. Quando nossa querida e amada patricinha finalmente conseguiu um emprego ligado a moda (seu sonho!) ele não era lá como ela esperava ser. Começou desembaralhando cabides e servindo cafés a chefões esquisitos. Rachel não desistiu. Com uma entrevista nova de emprego, ela conseguiu um cargo baixo em uma de suas lojas favoritas. Rachel foi crescendo com os anos, se tornando uma excelente profissional, sendo promovida, chamada por outras marcas e virando uma mulher de visão no mundo da moda. Vimos Rachel engravidar sem estar casada, surtar, E TÁ TUDO BEM COM ISSO, ter sua filha e se apaixonar novamente anos depois por Ross.

Mônica

Com Mônica a história profissional também não foi muito diferente. Um bico em um restaurante menor, um emprego constrangedor em uma lanchonete temática (não esqueçam, contas precisavam ser pagas) a chance de chefiar cozinhas  pequenas, servir buffets em velórios até ser respeitada, crescer e ser chamada pra ser Cheff de um grande restaurante.

monica

Mônica que sempre teve o sonho de casar e ter filhos, acabou adotando um casal de gêmeos e casando com seu melhor amigo. Tudo isso depois dos 30, tudo isso levou tempo, tudo isso foi sendo construído por ela, ano após anos.

Phoebe

Ela e seu violão cantavam por amor. Com letras bem engraçadas e as vezes literais demais, Phoebe nunca se demonstrou infeliz com sua profissão.

Phoebe

Phoebe era massagista e era bem feliz com isso. Porém aos 31 anos, ela se da conta que nunca havia estado em um relacionamento sério. Ela entra em crise, acha que tá tudo errado, que era uma aberração até entender que apenas não tinha chegado o momento e a pessoa certa. E Phoebe que sempre foi a hippie de história difícil e família não-tradicional acabou casando, depois dos trinta, na rua mesmo, sem nada de luxo. Phoebe não precisava nada mais do que amor e nós aprendemos isso com ela.

Chandler

Eu posso citar Chandler como um exemplo de coragem. Passado dos seus 30 anos, Chandler abandona o emprego estável pra procurar o que ele realmente amava fazer.

chandler

Descobriu-se no ramo da publicidade e estagiou com jovens iniciantes, ganhou seu espaço, estudou, foi promovido e conseguiu então, depois, bem depois dos seus 30 anos descobrir o que lhe fazia feliz. Chandler que tinha fobia de compromissos se casou com Mônica e adotou junto com ela o casal de gêmeos. Chandler nos faz lembrar que não precisamos ficar aprisionados a vida toda em algo que não nos faz feliz. Chandler nos ensinou que mudar pode ser trabalhoso, que precisamos de vontade e coragem, mas que sim, ta tudo bem começar do zero depois dos 30.

Joey

Joey sempre sonhou com a carreira de ator. Investiu tempo, fez papéis não muito prestigiados, ganhou críticas horríveis em seus primeiros trabalhos e nunca desistiu.

Joey

Trabalhou como garçom (pq cês sabem, as contas!) e continuou dia após dia a caçar testes e trabalhos em que pudesse mostrar seu verdadeiro talento: ser ele mesmo. Depois dos 30 Joey consagrou o Dr. Drake Ramoray, ganhou um pepel de destaque em um filme e foi até indicado a premiações. Joey nos ensina que críticas negativas e vários, mas VÁRIOS NÃOS realmente não significam nada quando se quer algo de verdade. Mesmo que leve tempo.

Ross

Ross estudou Paleontologia, mesmo sendo massacrado no ensino médio por ser um nerd que amava dinossauros.

Ross

Ele nunca ligou muito pra o que as pessoas pensavam sobre sua paixão por essa área e lutou pra se tornar referencia no museu onde começou montando sessões pra estudantes assistirem. Ross se tornou Doutor naquilo que amava. Deu palestras, aulas, viajou pelo mundo estudando dinossauros e se tornou referência no assunto. Ross nos ensinou que não importa o que as pessoas dizem sobre nossas paixões, seguir o que seu coração mandar é o que lhe trará felicidade. Se casou e se divorciou 3 vezes, até terminar com Rachel, sua primeira paixão.

FRIENDS

Eu aprendi vendo Friends que o mais importante de tudo é estar cercado de quem você ama. Que as coisas raramente acontecem de um dia pra outro e que o normal é estar perdido aos 20 e poucos… Não saber o que se quer fazer na vida não nos impede de continuar procurando, cavando fundo em nossos corações, lutando pelo que queremos e acreditamos e o mais importante de tudo: não desistindo.

friends

Você pode não saber o que quer da vida, mas a vida quer só que você continue tentando. Afinal, ela sabe bem que você vai chegar lá! <3 

 

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DRAG QUEEN POR UM DIA | Como o projeto PRIDE QUEENS mudou minha concepção sobre a arte drag

É DRAG QUEEN que vocês queriam?

Me deixem começar com o devido pedido desculpas.

Pois é, eu sei que não é todo dia que eu apareço na sua timeline derrubando portas com os dois pés, mas adianto:

O BABADO DESSE POST É FORTÍSSIMO.

Quem me conhece a a mais tempo sabe que uma das minhas grandes paixões nessa vida é acompanhar o trabalho de DRAG QUEENS. Sou fã, entusiasta e apoiadora dessa arte que está tomando cada dia mais o seu merecido lugar e reconhecimento.  Você não precisa ser nenhum profundo conhecedor da cena pra saber que durante muito tempo grandes Drag Queens armadas com talentos gigantescos foram (e ainda são) marginalizadas enquanto artistas. O que você tem a ver com isso? Tudo. O preconceito, exclusão (inclusive dento do movimento LGBT) e até mesmo esteriótipos de gênero são grandes empecilhos pra que arte drag seja devidamente valorizada.  Se instruir, compartilhar conteúdos informativos e não reforçar discursos de ódio já ajuda a disseminar a ideia de que Drag Queens existem e resistem. E claro, de maneira FABULOSA.

Eu me considero alguém privilegiado e não foi diferente quando tive a HONRA de conhecer um pouco mais de perto (E BEM DE PERTO) a arte DRAG. Tenho amigos e amigas que fazem um trabalho maravilhoso e que me proporcionaram viver a experiência de uma montação drag por um dia. ISSO MESMO, a baixinha que lhes escreve virou um ser místico e poderoso dentro do PRIDE QUEENS, um projeto que nasceu da paixão e vontade de mostrar ao mundo a cena talentosa e diversificada das Drag Queens de Porto Alegre. O Pride Queens conta com Ayô, Belle, Seripha, Savannah, Zelda e Kai, quatro jovens talentosos que acreditam na arte além do visual mas sem ARRASAR menos por isso. Eu descobri que o Pride Queens é muito mais do que só aparecer linda e lacradora nas fotos, mas que é também sobre luta, apoio mútuo, crescimento, troca de ideias e experiências. E foi com toda essa carga de importância que encarei meu primeiro photoshoot montadinha e é sobre ele que irei contar um pouquinho agora!

Eu não tinha ideia de como pode ser trabalhoso e gratificante uma montação. Ayô chamou e quando cheguei na casa da Seripha  já percebi que aquele ambiente tinha me ganhado: Glitter, maquiagem, peruca, roupas cintilantes por todos os lados. Eu, principiante, fui de blazer branco e já logo acabei sendo informada que não ia dar certo, afinal, o que tem de COR naquela casa não é mensurável! Gente, eu tava me sentindo morando dentro da bandeira LGBT. Tava feliz, né? Pois bem, como boa abusada que sou já fui logo arrumando um espacinho perto das meninas que já estavam se maquiando. Elas não sabem mas eu já estava meio “Y É O QUE?” com as makes que elas estavam usando e fazendo uma na outra. NEM TAVA PRONTO AINDA e eu já babando, encantada com o que estava saindo, já empolgada pra ver todas em seu resultado final. Pra uma mulher que põe um rímel, um delineador e CALL IT A DAY, imaginem qual foi a sensação quando Seripha me olha e diz: VAMOS TE MONTAR TAMBÉM?

MENINAS, FIQUEI IMPACTADA.

Impactadíssima, diga-se de passagem. Meu coração bateu forte e fiquei mais animada do que nunca! Sentei na cadeira e nem respirava pra não atrapalhar, não tinha a mínima ideia do que estava sendo pintado no meu rosto. Aliás, gente, a rapidez com que Seripha me maquiou EU TO PRA VER, VIU? Quando olhei no espelho, o choque:  NÃO ERA MAIS A GLAINÁ, EU ERA UMA LEOA MUITO DA PODEROSA. A sensação de ser alguém completamente novo e encorporar essa personagem me fez entender de uma vez por todas que a arte drag é muito, muito mais mágica do que eu pensava ser. Assim que cheguei em casa tive que chamar Ayô e dizer que eu JAMAIS havia me dado conta que fotografar (imagina performar!) com uma ilusão no rosto, traços que não são todos seus e noção distorcida de como estamos parecendo É DIFÍCIL. Sou uma mulher acostumada a fotografar, nos mais diversos ambientes, com as mais diversas roupas.. E olha, tomei UM BAILE. É, amigos: RESPEITA A ARTE, não é brincadeira, viu? Emocionada, ainda fiz uma participação especial no terceiro photoshoot do Pride Queens, o “e•the•re•al”, numa pegada BEMxMAL, temos heroínas e vilãs mas todas elas BEEEEM VIADAS que é como a gente gosta! Vocês podem conferir AGORINHA!

 

AYÔ – THE HIDRA

drag queen ayo

Divindade, senhora das águas, protetora.

BELLE ZETH BOO – THE HEROINE

drag queen belle

Divindade heroica, autêntica, a busca pelo bem.

KAI – THE CORRUPTION

drag queen kai

Divindade corrompida, sombria, sedenta por poder.

SAVANNAH – THE ORACLE

drag queen savannah

A que tudo vê, a que tudo sabe, a que pode guiar.

SERIPHA -THE LEVIATHAN

drag queen seripha

Criatura das águas e seus seres, força e fúria das ondas.

ZELDA -THE HIEROPHANT

drag queen zelda

Divindade de luz, bondade e sabedoria.

GLAINÁ –  THE COURAGE

drag queen glaináDivindade terrena, coragem e bravura.

“Em um mundo dividido, onde o caos e a ordem, a luz e as trevas, a paz e o ódio se enfrentam numa batalha constante, nossa heroína só tem uma alternativa para sobreviver:
SER MUITO VIADA!”

Aproveito o espaço pra agradecer e exaltar cada uma dessas DRAGS MARAVILHOSAS e é com lágrimas nos olhos (ela é sensível ela!) que eu tive o prazer de dividir essa experiência com vocês. <3


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Textão, fanfics e a implicância com a militância online

Venho reparando que vários dos meus amigos dizem que acreditam e apoiam algumas causas de minorias (ou nem tão minoria assim). A grande questão é que vários desses mesmos amigos me confidenciam uma extrema irritação com a militância da internet. Alguns deles acabam tomando uma certa implicância, e por fim, se posicionam de maneira que passe a mensagem inversa ao que determinado grupo/militância prega.

Darei um exemplo: Eu conheço pessoas que acreditam que mulheres devem ter os mesmo direitos sociais, políticos e econômicos que os homens, mas acabam se dizendo “não feministas”. A ideia distorcida sobre um grupo ou movimento apenas atrapalha, atrasa e afasta pessoas que poderiam contribuir pra mudanças significativas sobre determinada pauta.  A verdade é que pra quem já nasce um degrau acima, deve irritar MESMO o fato de que alguns movimentos e militâncias não lhe devam simpatia ou obrigação de educar, mesmo que MUITAS de nós ainda façamos isso com um sorriso no rosto.

Vamos ao que interessa!

Pra iniciar, é bom levarmos em consideração que o reconhecimento de privilégios (seja ele branco, hétero, magro, homem) é sem duvida algo desconfortável. Você começa a perceber fatos que nunca lhe interessaram perceber antes e isso realmente incomoda. Você se sentirá desconfortável, haverá da sua parte a rejeição e esse é um dos caminhos para tomar o famigerado “nojinho” dos movimentos. Não se deixe levar.

Existe toda uma estrutura elitista, patriarcal e machista criada pra fazer parecer que os movimentos sociais e suas militâncias são inúteis, exageradas ou falsas. Existe, inclusive, manobras políticas que reforçam a ideia de que o feminismo, por exemplo, é um movimento com lado político. Amores, vamos lá: caminhando pela direita ou caminhando pela esquerda, a mulher segue oprimida.

A tentativa de ridicularizar causas de extrema importância e relevância social  muitas vezes geram resultados, principalmente quando o público alvo é o homem médio com baixa escolaridade, pouco  interesse em aprender ou reconhecer privilégios. Esse exército de pessoas são manipuladas e usadas em manobras de massa por aqueles que sabem muito bem o que, em suma, querem os movimentos sociais: IGUALDADE. Eles dizem desejar matar bandidos, que querem armar a população, mas a verdade é que eles não estão, de fato, nem aí pra você, mas sim, precisam de alguém reforçando um discurso injusto, ignorante e preconceituoso pra que eles se mantenham lá em cima com todos os privilégios possíveis. Não seja um “minion” dessa galera, dê uma chance a seu cérebro, corra, vá atrás da informação!

Dentre as tentativas de ridicularização, surgiu um fenômeno chamado popularmente de “fanfics”. Originalmente, fanfics são chamadas assim quando uma história de ficção é escrita, geralmente com personagens populares e famosos.  Eram histórias alternativas inventadas com finalidade recreativa. Na era “textão” em que vivemos e com o aumento da militância online, muitas foram as vezes que agressores e situações cotidianas de descaso e desigualdade social foram expostas de maneira livre e acessível, fazendo com que a repercussão desses assuntos tomassem proporções gigantes e nunca antes tomadas, já que todas as histórias eram antes filtradas pela mídia, ou seja, de fácil manipulação. Assuntos pertinentes a minoria começaram a serem discutidos e bom… De fato incomodou a galera que antes podia ser “escrota” sem passar vergonha.  Diante disso, muita mentira foi contada, muita história falsa foi plantada com fim de desvalidar e descredibilizar os movimentos online.

Precisamos pontuar:

“Fanfics”. É indiscutível que muitas pessoas inventam histórias ideais a fim de se promoverem, de ganharem o selo LACRE, de fazer a linha destruidora. Não é muito difícil encontrar aquele textão sofrido totalmente surreal e carente por atenção. Porém acontece também de não haver o reconhecimento de que a militância ultrapassa os limites da internet SIM, e que muitas das atitudes discutidas aqui se tornam ações reais fora da web.

E nesse ponto eu queria levantar inclusive o que ouvi de alguns amigos meus: “Em você eu acredito pq você faz mesmo alguma coisa pra mudar as coisas e ajudar” ou “mas você faz o que você fala“.

E por isso fica aqui meu pedido pra militantes ativos:

Honrem suas palavras. Sejam coerentes em seus ideais. Os likes passam, a vida cobra. Isso também não significa que você, por fazer parte da militância, precise ser perfeito. Ninguém aqui é, e a desconstrução se dá passo-a-passo, aos poucos, todos os dias. E pros descrentes de movimentos eu peço: Enxerguem as pessoas a sua volta. O mundo é maior que seu círculo de amizade e a internet é aliada. Não julguem textões como inúteis. Pode ser que aquele conteúdo não mude sua vida em nada, mas eu garanto que pode startar (sim!) uma grande mudança na vida de alguém.

Eu já vi isso acontecer. Já vi muito. Se temos essa ferramenta maravilhosa de comunicação, devemos usá-la.

A grande questão é: Com quem você está se relacionando nas suas redes? Que relevância essas pessoas podem ter na sua vida e na vida de outros?

Relacionem-se, pelo menos aqui, com pessoas que vocês respeite, compartilhe ideias, some experiências e que possam um dia se unirem pra por algum textão em prática.

A vida é curta, o texto é longo e ainda temos muito o que mudar por aqui.

 

As ilustrações são da maravilhosa artista Agnes Cecile!


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